Como saber quando descartar e substituir o cinturão de segurança?

 

Você sabe o momento correto de substituir algum equipamento do seu conjunto de proteção contra quedas (cinturão + talabarte ou trava quedas)?

É fundamental fazer inspeções de segurança frequentes com o objetivo de verificar possíveis danos e desgastes em todas as partes dos equipamentos, como as fitas, as argolas, costuras, cordas, etc.

Além disso, caso haja alguma funcionalidade do produto que não esteja de acordo com o recomendado pelo fabricante, ele também deverá ser inutilizado.

Veja a seguir os sinais que devem ser observados e como saber o momento de descartar estes equipamentos de proteção individual.

 

VALIDADE X VIDA ÚTIL

Em primeiro lugar é preciso que você entenda a diferença entre validade e vida útil. Isso vale não só para os cinturões, como para todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

A validade é o prazo de vida que um determinado produto tem para ser utilizado. É o que garante que seus componentes estão dentro das características de projeto e que vão atuar com eficiência.

Já a vida útil é o tempo que um produto tem desde a sua data de fabricação até o ponto que ele não pode mais ser utilizado, seja por desgaste natural ou danificado pelo uso. A vida útil está ligada diretamente com o uso e conservação do equipamento.

Para que você entenda na prática, vamos te dar um exemplo: suponha que, durante o uso de um conjunto de proteção contra quedas, o trabalhador que acabou de comprar o equipamento o submeta a uma força superior a 40 kg, com apenas uma semana de uso. Ou então que, no mesmo período, algum processo de trabalho tenha feito com que a fita do cinturão sofresse desgaste ou um corte. Isso significa que, mesmo dentro da validade, o equipamento não poderá mais ser utilizado, a vida útil dele foi de uma semana e não de 10 anos.

QUAIS SINAIS DE DESGASTE DEVEM SER OBSERVADOS NOS CINTURÕES

Sinais de queimadura, rompimento, oxidação das ferragens, abrasão, cortes, sinais de quebra, fissura, ressecamento na fita ou na costura e deformação na fita ou no cabo de aço são alguns dos principais indícios de que o equipamento precisará ser descartado.

Verifique sempre as costuras, veja se há desfiamento ou fios rompidos. Além disso, é importante evitar o contato com produtos químicos, como tintas e solventes, porque isso também pode danificar as fibras do equipamento.

Outro fator importante é a limpeza dos cinturões, já que a sujeira também contribui para danificar o produto.

 

QUANDO INUTILIZAR O TALABARTE OU O TRAVA QUEDAS

Assim como os cinturões, também é importante analisar e verificar fios rompidos ou desfiamento nos talabartes ou trava quedas, além de ficar atento a cortes e à abrasão, e também ao rompimento do absorvedor de energia dos talabartes.

Verifique ainda os mosquetões, ganchos e todas as ferragens que podem apresentar defeitos com o tempo de uso. Conectores que não travam mais, amassados, oxidados, emperrados, tortos, etc, devem ser inutilizados.

No caso dos trava quedas, outro ponto que deve ser observado é a pressão de retorno da fita de poliéster ou cabo de aço.

 

INSPEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DEVE SER CONSTANTE

Pela NR-35, o período de inspeção do cinturão de segurança não deve ser maior do que seis meses em condições normais ou maior que três meses em situações mais intensas.

Algumas empresas fazem, inclusive, a conferência diariamente para acompanhar o desgaste do equipamento.

A recomendação é para que sejam realizadas verificações rotineiras para garantir a segurança ao trabalhador.

Ainda pela NR35, alguns trechos falam especificamente da inspeção obrigatória.

Veja alguns:

35.5.2 Na aquisição e periodicamente devem ser efetuadas inspeções dos EPI, acessórios e sistemas de ancoragem, destinados à proteção de queda de altura, recusando-se os que apresentem defeitos ou deformações.

35.5.2.1 Antes do início dos trabalhos deve ser efetuada inspeção rotineira de todos os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem.

35.5.2.2 Registrar o resultado das inspeções:
a) na aquisição;
b) periódicas e rotineiras quando os EPI, acessórios e sistemas de ancoragem forem recusados.

35.5.2.3 Os EPIs, acessórios e sistemas de ancoragem que apresentarem defeitos, degradação, deformações ou sofrerem impactos de queda devem ser inutilizados e descartados, exceto quando sua restauração for prevista em normas técnicas nacionais ou, na sua ausência, normas internacionais.

 

COMO CONSERVAR E AUMENTAR A VIDA ÚTIL DOS EQUIPAMENTOS

Alguns cuidados básicos com os equipamentos do conjunto de proteção contra quedas podem fazer toda a diferença e até aumentar a vida útil dos cinturões, trava quedas e talabartes.

Veja alguns deles:

• Armazene os equipamentos em local seco, limpo e fora do alcance do sol.
• As ferragens metálicas devem estar sempre secas e protegidas de materiais corrosivos. Não coloque carga sobre o fecho do conector.
• A higienização e manutenção devem ser feitas apenas com um pano úmido, secando o equipamento completamente.
• A higienização para sujeiras leves é de responsabilidade do usuário, portanto certifique-se que não foi alterada nenhuma característica original do produto. Se notar qualquer diferença, inutilize-o imediatamente para análise do fabricante.
• Transporte em embalagem adequada, protegendo o equipamento de possíveis danos.

Vale lembrar que é obrigação do empregador fornecer equipamentos de proteção individual adequados ao risco de cada atividade exercida, como todo o conjunto de proteção contra quedas no caso de trabalho em altura.

O manual de instruções dos cinturões, talabarte e trava queda possui diversas informações referentes a conservação, vida útil, manutenção, inspeção, etc, que podem ser de extrema utilidade para garantia da segurança do operador.

 

FONTE: Carbografite

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *